Nota da direção do sinaerj – cbtu

O jornalista Lauro Jardim, de O Globo, publicou na sua coluna na edição de ontem, 03 de fevereiro, notícia da tentativa da CBTU transferir sua sede do Rio para Brasília Verdade pelo meio não vale, caro jornalista, sua fonte o levou à prática de uma incomoda injustiça. Não há ociosos entre os pouco mais de 520 empregados com vínculo funcional na Administração Central da empresa no Rio de Janeiro. Para efeito administrativo, sim, há este número de lotados no Rio de Janeiro. Ocorre que destes apenas 359 estão dentro do prédio, os demais 167 se encontram cedidos a outros órgãos da administração pública, portanto efetivamente trabalhando, ao contrário do que sugere a nota de estarem ociosos. Quanto aos gastos mensais de manutenção, Brasília exigirá manutenção também, ou não haverá necessidade de ar condicionado, limpeza, segurança, energia elétrica? Ademais disso, não são apenas os setores de tecnologia da informação, contabilidade, RH e Jurídico que labutam no prédio da sede, há também os setores de licitação, as gerências de apoio técnico às demais unidades da CBTU nos estados, a área de Marketing, comunicação, todas as diretorias e a administração de serviços. A nota do respeitado jornalista se choca com a dura realidade da esmagadora maioria dos empregados da CBTU que, com baixos salários, com problemas de ordem social dos mais diversos e muitos dramáticos, entre eles familiares idosos que vivem às suas expensas e portadores de doenças incapacitantes, alguns com filhos especiais, entre outros problemas, se viram coagidos a se mudarem para a capital federal sem nenhuma referência familiar ou de amizade, terem que pagar aluguel, procurar escola para seus filhos e isso com o agravante de baixos salários de muitos. Os empregados não foram ouvidos, os sindicatos não foram ouvidos, não houve o mínimo de respeito às condições individuais, os trabalhadores foram tratados como móveis e utensílios após anos e anos de trabalho e dedicação. Como reconhecimento aos anos de trabalho, foi oferecido a quem se recusasse à burocrática e insensível transferência demissão consensual com pagamento de apenas metade da multa do fundo de garantia e metade dos avisos prévios devidos, caso insistisse na recusa da transferência e na demissão consensual, demissão por justa causa em caso de não apresentação ao trabalho no prazo determinado. Some-se a isso que muitos dos trabalhadores sequer têm tempo para requerer aposentadoria, o que agrava ainda mais o quadro de angústia. Portanto, a justa e humana decisão proferida pelo juiz do trabalho à tentativa das CBTU não se deu para proteger gente ociosa, a decisão resguardou o Princípio da Dignidade Humana dos empregados da CBTU. A decisão é em caráter liminar, mas espera-se que a justiça mantenha a decisão.

Diretoria do SINAERJ1.

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